Tuesday, July 12, 2005

Cultura Geral - 3

No CG - 2, deixei expressa a indignação a que tenho direito. No caso, tinha a ver com os EUA. Os comentários que o texto mereceu indicam, quanto mais não seja, que apontar um erro ao zamericanos é pior que violar uma avó sérvia.
União Soviética? Também não, obrigado. Nenhum império se justifica. Nem pelo "contexto histórico", que largas costas tem, teve e terá para justificar tudo o que de mau o género dito humano pratica, praticou e praticará.
A questão é que a nossa geografia é ocidental. Depois de pilharmos o Oriente (e mal) e o Brasil, sobrou-nos essa cepa cinzenta chamada Salazar, o qual, abençoado seja, desconfiava do zamericanos. Nada enfim que o impedisse de vender os Açores à Nato, desde que o não lixassem com a democracia, a rua António Maria Cardoso e Lourenço Marques.
Faulkner? Claro que sim: V. Racismo no Sul dos EUA numa enciclopédia perto de si. O genial escritor branco era de lá. Leiam-no, em vez de o citarem de cor.
O resto é Iraque, que é como quem diz Laos, Cambodja, Indonésia, Granada, El Salvador, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Afeganistão (este dá para os soviéticos, também) etc.
Passear nos hipermercados da pós-modernidade (modernidade + uns pós...) e comer Kentucky Fried Chicken pode ser bom para parolos veneradores da águia americana.
Por mim, prefiro El Pardal Pasa tocado pelos incas da Beira Baixa.
Ide-vos agora, vá.



Tondela, 12 de Julho de 2005

7 comments:

Salvador Daki said...

Um Mark(o) dos States dedicado ao Sam... para ver e ouvir...
link » www.markfiore.com

daniel abrunheiro said...

obrigado, meu Salvador!

Anonymous said...

Cão, tás noutra onda rapaz. Primo: os américas são criticáveis como tudo na vida e neste mundo. e várias coisas que apontas tás cheio de razão.
Contudo, e aqui vai o Secondo: não é caso para diabolizar a américa como um todo coisa que tu fizeste.
No mais é presunção e partes do principio que só tu é que leste Faulkner ou só tu é que o leste bem. Mal. Se o Faulkner do Sartoris ou do Rio Velho revela preconceitos terríveis, já o Faulkner o Palmeiras Bravas e sobretudo o Faulkner do Na Minha Morte revela uma humanidade à prova do mais cão que houver. E se vais pelos preconceitos que a escrita deles revela então que dizer do machismo do Bukowski, do fervro religioso e do racismo da Flannery O`Connor, da imoralidade do Miller, etc, etc.
A América é tudo isto e muito mais. É imensa e ninguém a critica mais ou é mais demolidor com ela do que o Gore Vidal e o Henry Mencken.

Ass: Vânia Karamazov

Anonymous said...

E já agora gostava de saber o que é que os EUA fizeram à Argentina, ao Uruguay e ao Paraguay. Tou curioso.

Ass: Vânia Karamazov

daniel abrunheiro said...

Karamazov amigo:

eu adoro Faulkner. A obra dele, como bem disseste, é a prova viva da merda racista sulista. Disse-o a favor, não chamei racista ao homem. Não fui só eu a lê-lo bem. Milhões de pessoas o fizeram.
Diabolizar os EUA, eu? Eles bem no fazem sozinhos. Num texto curto, falei deles. Digo o mesmo da merda disfarçada de comunismo das datchas e dos politburos, acredita-me.
Quanto ao Uruguai e à Argentina: tás a gozar?
Conheces alguma ditadura sul-americana de direita que não tenha sido patrocinada tanto pelos EUA como pela Igreja Católica?

Anonymous said...

ó cÃO és um gozão, prontos pá, assim tá bem.

ass: Vânia

PS: as ditaduras de direita da américa do sul (com excepção do Chile de Pinochet - essa sim directamente apoiada pelos EUA - e depois do Panamá)sempre conviveram mal com os EUA, não pela alminha moral dos EUA, mas porque esses faxos de direita (Videla e quejandos da Argentina, Paraguay, Perú e Colômbia) sempre que puderam foderam os negócios dos EUA e nacionalizaram muita negócio e multinacional americana. Pela simples razão de que eram faxos, mas também eram populista e o mais popular que por ali se pode fazer é foder os EUA.

Anonymous said...

Então, se assim é, viva o poder popular!

Cão Luar