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terça-feira, agosto 28, 2018

Duas sentenças judiciosas



Recentemente, chegaram-me ao saber duas sentenças judiciosas.
Da primeira, desconheço o autor.
Da segunda, sei que foi proferida pelo grande contista britânico H:H: Munro (pseud. Saki, (18 December 1870 – 14 November 1916)).



1 - Se partires um braço, não te faltará quem queira assinar melhoras no gesso.
Se sofreres de depressão, todos fugirão de ti.

2- Acho os Americanos grotescos quando tentam falar francês. Felizmente, nunca tentam falar inglês.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Mariana Canta Paredes

http://www.rtp.pt/antena1/os-dias-da-radio/mariana-abrunheiro-cantar-paredes_9027

quarta-feira, abril 30, 2014

One (good) reason

“Great poverty exists in Chile. One reason assigned is the great number of poets in that country – people who would rather write poor verses than saw wood.”

In the Jeanette Daily Dispatch, 1 Fev 1893

http://news.google.com/newspapers?nid=voxG-9qLvA4C&dat=18930201&printsec=frontpage&hl=pt-PT

domingo, março 30, 2014

Sou um "lampião" esquisito.
Dos meus 5-top-5 ídolos desportivos da infância/mocidade/e/para/o/resto/da/vida, quatro são do Sporting.
Consola-me que um deles, o genial António Livramento, me tenha vestido a cor também.
Camisolas e emblemas à parte, são figuras absolutamente gigantes para mim.
Só uma delas (Carlos Lopes) está fisicamente viva.
Mas todas respiram glória no meu Panteão de miúdo pré-cinquentão.
Eusébio. Vítor Damas. António Livramento. Carlos Lopes. Joaquim Agostinho.




Uma citação de Viagem ao País dos Nefelibatas - de Joaquim Namorado

Humilde
é a erva dos caminhos
Todos a pisam.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Faz 70 anos a minha rica Irmã(e)


Xelinha x 70

Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014, onze horas menos alguns minutos da manhã – a minha única Irmã faz setenta anos. A prole dos meus Pais começou, portanto, a uma sexta-feira bissexta. Davam as onze horas.
Única menina e primeira de sete, viu-se depressa entregue à condição de Irmã(e) dos seis pimpolhos subsequentes. Eu, vinte anos depois para sempre, que o diga: porque sétimo, porque último e porque escusável.
Ela foi a rosa-perpétua do nosso Pai, senhor que se quedava apreensivo sempre que, mirando-a em prisma de pedra-filosofal, não percebia por que motivo, tendo ele em cadinho de crisol crismado a ouro o sol, fez dela ainda mais seis réplicas em latão. Misérias do desejo progenitor, enfim.
Foi ela também, em luz-íris a mais caleidoscópica, a sombra duplicada da nossa Mãe n.º 1, a cuja velhice terminal amparou mais em encanto de Irmã do que enquanto Filha.
Pós uma mocidade de chitas pobres, remendados sonhos, bailes fugazes e ingénuos platonismos de cine-magazine, a vida deu-lhe entretanto, través o concurso carnal de um quase assustado alto-beirão de olhos bonitos, dentes perfeitos e nome José Maria, uma menina e um menino. As fotografias da época que viu tais nascenças comprovam sem esforço e com glória o clarão capilar-tritíceo dos rebentos: dois cortazàrianos “relâmpagos de trigo”. Ficou doida por eles, doidice que, aliás, os anos não abrandam, antes extremam. Com o nascimento da neta, aqui há uns pouquíssimos anos-segundos, viu-se na posse de um tesouro incalculável, que indefessa e avaramente resguarda em vigilância de escopeta municiada a zagalote grosso, atenta em pura raiva aos bandoleiros de encruzilhada-de-alminhas sob o luar sinistro que o heterónimo-mor da Vida (o Diabo) gosta de entenebrecer riscando na pedra as cuneiformes pègadas da cabra do Assombro.
Em moça, cantava – e então, a filomela toda dela rouxinolava dramalhões de fado menor em redondilha maior, paixões lúgubres e fatais relativas àquela Carmencita em revoadas pícaras de ciganos e novelescas fugas a cavalo través montes com cartão cénico por fundo e de uma poética-de-cordel por insígnia.
Sempre tomou uma taça de espumante por ano – era pelo nosso Natal pagão, quando, à mesa, todos éramos vivos e morrer era uma coisa que só lá fora, coitados dos vizinhos.
Mestre nunca amável e jamais afável, o Tempo, por agravo, a todos nos amestra e resigna sem brandura nem apelo. Cada manhã se faz tarde, sendo a noite mais certa do que a tal improvável perpetuidade de umas tais rosas provadas. O que não posso, porém, é deixar de sorrir ao acaso de, às exactas onze horas deste Fevereiro-4, uma fresca frecha de sol vir pelo ar varar a cinzura februária e a empena da casa em frente, de pronto rutilando de jóias vivas os pardais ao beiral dela inscritos como sentinelas gráficas.
Sim, sorrio à imagem pensada da netita da minha Irmã(e), criança que nem sabe, mas há-de saber, a sorte que houve em ter começado a nascer não há meros três mas há precisamente setenta anos, ainda a Carmencita congeminava a fuga –  como tudo aliás acaba fugindo, menos o amor invencível que temos por aquela que a cantava.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Un poema en mal estado intoxica a 13 personas de melancolía

http://www.elmundotoday.com/2012/02/un-poema-en-mal-estado-intoxica-a-13-personas-de-melancolia/



SEIS DE LOS AFECTADOS SIGUEN INGRESADOS CON "PESADEZ DE CORAZÓN"
Publicado por Kike García el 5 de febrero, 2012


Al menos 13 personas han sufrido una intoxicación el pasado fin de semana después de asistir a la lectura pública de un poema en mal estado, según han señalado fuentes del Institut Català de la Salut (ICS). De las 13 personas afectadas de “pesadumbre vital, dolor del alma y un amor desbocado hacia una persona indeterminada, quizá un ideal”, entre otros síntomas, al menos 6 continuaban la tarde del domingo llorando en el Hospital de Sant Pau y “buscando respuestas en el ocaso”, en palabras de los médicos que las atendieron.
La rosa del desierto, el local barcelonés en el que tuvo lugar la lectura pública del poema en mal estado, ha sido clausurado esta mañana. “La poesía es un arma cargada de futuro, y si cae en malas manos pasa lo que pasa, coño. Por suerte, hay pocos aficionados a la poesía hoy en día y no tenemos que hablar de pandemia”, explica uno de los policías que ha cerrado el establecimiento. El poema, que no se puede reproducir por motivos evidentes, arrancaba con los versos “No alabes mi belleza maltrecha” y terminaba con la expresión “pozo sombrío”.
El departamento de intoxicaciones alimentarias del ICS ha abierto ya una investigación para determinar, mediante comentarios de texto, cuál de los versos es el que habría sumido en un profundo estado de pesadumbre a los que asistieron a la lectura. El poeta aficionado, autor del poema en cuestión, ya ha pasado a disposición judicial y se verá en la obligación de justificar todos los recursos estilísticos usados en el texto. Se comprobará así si los copió de algún sitio y si el poeta está capacitado para abrir su corazón en locales públicos o debería conformarse con guardar sus versos en un cajón y sentirse incomprendido y eternamente desamparado.

Las personas intoxicadas solo pueden hablar usando un “lenguaje florido”

“Cuando salí del café ya empecé a notarme raro, pero al llegar a casa sentí una desazón que parecía que se me iba a partir el alma en dos”, confiesa uno de los afectados. Desde entonces, no ha sido capaz de superar la aflicción en la que se encuentra sumido ni de dejar de hablar “en lenguaje florido”. Al otro lado del teléfono, reconoce que ha sentido deseos de terminar con su vida. “Visto desde fuera parece horrible morir, pero puede que sea la única salida ante esta confusión total que es la vida, a la que podemos considerar el cálculo total de algo que en realidad no ha ocurrido”. Al colgar dijo: “No puedo dejar de anotar la belleza de este momento en mi cartera, olmo verdecido”.
No todos los afectados acudieron por iniciativa propia a los centros hospitalarios, muchos fueron aconsejados por sus familiares, que los encontraron extraños. “A mi marido se ve que le caló mucho un verso de Petrarca que leyeron en la lectura esa y se vistió en plan medieval y empezó a recitar ‘Marisa, siento por ti un fuego helado y tus dientes relucen como radiadores domésticos’ y otros recursos típicos del petrarquismo pero usados con muy mala fortuna. Me debatí entre pegarle dos hostias o llevarle al hospital y, para no ponerle más triste, le llevé al hospital”, explica. Otro de los afectados no deja de decir “Me siento completamente viernes”, lo que ha obligado a los médicos que le atienden a improvisar un pequeño foro literario para interpretar entre todos lo que “el poeta” está intentando decir y así poder diagnosticarle.
No es el primer caso de poesía en mal estado que ha saltado a los medios en los últimos meses. El pasado noviembre, la policía interceptó en el puerto de Barcelona un cargamento de poemas del “Machado chino” que estaban construidos a base de falsos sentimientos.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Um dos momentos de ouro da Língua Portuguesa é protagonizado pela pena de João Roiz de Castelo Branco.
(E "ditos" pela divina Amália com pauta de Alan Oulman, então...)


Cantiga sua partindo-se

Senhora, partem tam tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

Partem tam tristes os tristes,
tam fora d'esperar bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Gosto ·  · Promover · 

segunda-feira, julho 22, 2013

Nomes da maltosa

19h11m da tarde de 21 de Julho de 2013

Durante (muitas) horas a fio, procedi hoje ao acabamento de um trabalho encomendado. Era a revisão tipográfica completa da edição comemorativa do Centenário de uma instituição cujo nome não vem aqui a propósito. Os trabalhadores da mesma (designados como “colaboradores”, como agora é moda dos “sinergéticos”), às largas centenas, lá têm os honrosos nomes escarrapachados. Revi aquilo tudo. Pus acentos onde os deveria haver, descolei justaposições, tirei e pus negritos, tudo. É trabalho picuinhas, mas que adoro fazer. Como recompensa, e à sorrelfa, copiei alguns dos apelidos mais peculiares. Como se trata de obra dada à publicidade (i. e., a lume público), tudo bem. Não é informação confidencial. Ei-los, a alguns desses nomes tão lindos, giros e bonitos, para Vosso deleite, que meu foi também:

Lúcia Alá (sim, verdade)
Coelho Calado Cortes (sim, tal e qual)

E AINDA

Santos Bem
Serigado
Casquinha Branco
Paliotes
Pepe Toninho
Labreca Maduro
Bleck Louza
Stélio Pino
Plácido Pisa
Nogueira Pica
Caciones Marreiros
Lúcio Franganito
Rosa Narra
Violante Matado
Bogango Bonito
Carasco Mosca
Beiçudo São Braz
Amante Honrado
Tendinha
Mealha
Calçarão
Achando da Costa
Terceiro
Pargana
Estiveira
Louzeiro
Papuchinha
Mota Mosca
Pompónio
Carepa
Chumbinho
Pernão
Ganhão
Nugent
Galante
Fontenete
Horta Lago
Bragada
Inverno Barroso (pois…)
D’Avo Neto
Pascoal Amendoeira
Verdasca Carvalho
Rabita
Borga (deve ser meu primo)
Passarinho
Machacaz
Doutor de Assis
Parracho
Conchinha
Vinagre (deve ser meu primo também)
Espadinha
Chouriço
Matela
Escaramaia
Escarameia
Marmelo
Marrafa
Cachaço (se fosse no feminino, era minha prima, claro)
Higino
Marouvo
Balão
Leirião
Ratinho (se fosse no feminino, era para Verdasca Carvalho…)
Tibúrcio
Arteiro

E AGORA REPARAI NESTES DOIS:

Sim Sim Penetra
Bacalhau Alho

E AINDA

Palancha Canudo Chouriço (sim, uma pessoa só, aqui não há truques)
Barsiliza Mazaroto Orelha (chiça…)
Borracha Martins
Pato Oca
Barqueta Bragadesto
Ferreira Carracinha
Maduro Ilhéu
Farinha Pimpão
Canoa Hora
Costa Folgado
Costa Potes
Travanca Pela
Mariquito
Remísio
Lopes Quina
Generoso Boto
Velez Sátiro
Mansinho Gens
Caramujo Branco
Pechina

E para acabar, esta delícia:

General Abelha.



sábado, abril 13, 2013

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

XELINHA - 4 DE FEVEREIRO DE 2013





NOS 69 ANOS DA MINHA RICA XELINHA



O fruto do trabalho da árvore é o fruto mesmo.
A árvore não recolhe o fruto do seu trabalho.
O fruto que recolhe a árvore é o frutificar em si.
E antes dele se paga:

em flor.