Thursday, July 28, 2005

Conta

Espalha p'lo chão teus bens terrenos,
meu querido.
Conta as conchas de outro verão.
Contar dá soma e dá sentido
à mesma humana condição.

Espreme a mosca contra a vidraça.
Vê que floresce o pessegueiro.
Nada te faça a desgraça.
Sê humano, contado, inteiro.

Guadalupe verás um dia.
Já tens boa conta de imagens.
O que é preciso é economia.
E uma agência de viagens.

Espalha-te p'lo chão, ó meu querido.



Tondela, tarde de 28 de Julho de 2005

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