Monday, October 16, 2006

Duas Vezes uma Rosa na Estrela

Numa viagem recente, de Seia ao Sabugueiro, foi-me oferecido um dia de sol como não esperava. Antes da chegada ao Sabugueiro (terra horrível, um tipo horrendo, comércio horroroso, expedição horrífica, momento horripilante), vi uma flor avançando na luz. Tomei nota dela:


Uma rosa de pé alto singrava no ar uma
nota de cor perfeitamente audível.




Já no Sabugueiro (que detestei deveras, espécie de terriola onzeneira, tipo-fátima-das peles, tipo nazaré-dos-queijos), à saída do carro, uma quadra forjou-se-me sem aviso:


Minha vida é mentirosa
meu trabalho é verdadeiro
verdadeira minha rosa
aldrabão o meu canteiro.




E foi isto, na


Tarde de 12 de Outubro de 2006

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