Friday, August 10, 2012

De um caderno novo, que me deu o Quim Jorge a 20 de Julho último, s/t 'inda


O ROSTO DELA POR ELA EM CHOUPAL BEIRA-FLUVIAL

Leiria, terça-feira, 7 de Agosto de 2012

E dela o rosto, qual brasão de frontaria sobre campo de fantasia,
coando-a, temperava a luz través calmos álamos,
que bastavam do rio, a ele rentes e por onde ela,
o rumor tinteiro. Era solar e claro o dia inteiro.

Devaneava esplendor o mero existir, positivo e plácido.
Ela fulgurava diamantações as mais estremecidas.
Sozinha como apelo de quem só ao pedir possui,
desvanecia-se de austeras frugalidades evanescidas.

Fraca coisa, pensar que pensar se pensa, lavrar o lavrado
pedras entre, aquém sempre o decote, o mote, o desnorte.
Druídica embora, todavia jovial e entanto fresca, a norte
a copa, ao nadir a raiz exposta, envolve-a o mato cerrado.

E dela o rosto, qual a moeda à sombra oboloda p’la luz,
retine de si mesmo a prataria, que é de lei sozinhadora.
Queda-se em lápis um homem a passar vendo, que passa
a contar os miúdos centavos da Vida, que dela nela mora.


Lastravam pois, e então, o chão não ignóbeis maravilhas, quais
o viscoterno gastrópode da terna tenra casca ágil e frágil estriada
a espiral-de-nebulosADN. Além, estreme, a fímbria de pardais
refrige música: que ela, se ouve, a não escuta. Mais nada.

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