Friday, September 15, 2006

I See José Hermano Saraiva...

15 comments:

Anonymous said...

este filme é do manoel de oliveira, não é?

Fanette said...

"O sexto sentido". Bom filme. José Hermano Saraiva não integrou o elenco do filme por excesso de palavreado. Talvez num próximo filme de Manoel de Oliveira em 1000 rotações. Sem ofensa.

mao morto said...

... e a criancinha poderia ser o António José Saraiva, o superego do jornalismo português, que também vê coisas...

daniel abrunheiro said...

antónio josé era o pai (parece, aliás, impossível).
este d'O Sol é José António.
chamem-lhe simplesmente Zé-Tó.

mao morto said...
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mao morto said...

sim, pois é... tanquiú!

Fanette said...

Do António José Saraiva (e Óscar Lopes) tenho um livro muito bem usado “História da Literatura Portuguesa” (sugestão de um professor nos tempos de escola.) Haverá mais actual mas esta edição é uma relíquia (10ª edição corrigida e actualizada.)Não me arrependo de o ter comprado. Existe outro Saraiva que já teve um programa de literatura na tv. Não desgostei. Alguém se lembra?

daniel abrunheiro said...

não sei se não terá sido o Arnaldo Saraiva.

Manuel da Mata said...

Queria deixar aqui um comentário lateral e que é o seguinte: o grande grande trabalhador da "História da Literatura Portuguesa" foi ÓscarLopes; porém, pelo facto de António preceder Óscar na lista dos nomes, Saraiva colou-se decisivamente à obra. Um caso raro de felicidade. Todos estudaram pela HLP do saraiva.
O arquitecto/jornalista/romancista, Tó Zé, na expressão pitoresca do Daniel, vai ser chamuscado por O Sol. Ou então Portugal é, definitivamente, um país de patuscos.

daniel abrunheiro said...

O Manel repôs aqui uma verdade importante: a HLP é obra do Óscar Lopes, com alguns subsídios do António José Saraiva.
A outra verdade também é importante e futura: o Zé-Tó vai-se queimar (ou acabar de) com o Sol. Ah pois vai. E eu chateado.

Fanette said...

Sobre a importância de Óscar Lopes não há dúvidas e sobre o Arnaldo Saraiva também não. Um programa dentro desses moldes seria de actualidade.

Anonymous said...

Será possível que todos, por causa do merdas do filho e do lacaio do irmão, esqueçam o trabalho intelectual prodigioso do António José Saraiva? o que escreveu sobre os judeus e cristãos novos e os estudos sobre a cultura na idade Média, ainda hoje válidos e
polémicos no seu tempo.Desonestidade intelectual?
Césario Reboredo de Adeganha

daniel abrunheiro said...

isso não foi dito, Cesário.
o AJ Saraiva é um enorme historiador da cultura. de grande mérito, sem dúvida.
o que foi dito é que a Histª da Litª Portuguesa (vai na 19ª edição, salvo erro) é obra do Óscar Lopes, com colaboração do AJS e não o contrário.
a merda do filho?
é só a merda do filho.
olha o exemplo do Jacinto Prado Coelho e do idem filho, EPC.

Manuel da Mata said...

Daqui, onde escrevo estas linhas, vejo na estante:" O Discurso Engenhoso", "Luís de Camões", " Para a História da Cultura em Portugal" (vários volumes), a "Cultura em Portugal" e "Gil Vicente eo Fim do Teatro Medieval", entre outros, da Gradiva e da Bertrand e todos de António José Saraiva. Eu credor me confesso de António José Saraiva.
No entanto, quem conhecerá "Album de Família", Busca de Sentido, "Uma Espécie de Música" e Uma Arte de Música e Outros Ensaios", nomeadamente, de Óscar Lopes?
Fundamentalmente, como dirá cada detentor de verdades, a questão é esta: António José Saraiva preocupou-se mais com os clássicos e com as questões da cultura; Óscar Lopes, foi um talentoso professor que deu a ler aos seus contemporâneos os comtemporâneos. É um integérrimo ensaísta que, creio, nunca se pronunciou com entusiasmo sobre o seu camarada e Nobel Saramago.

Anonymous said...

Ex.mo sr. Manuel da Mata,
desculpe só agora estar a responder ao seu comentário. Não pense que foi por não quinhoar das suas afirmações, sempre inteligentes e cultas. Contudo, quando empregou a expressão "colou-se definitivamente à obra", não deixei de pensar que se estava a referir ao Saraiva como um parasita, como um dos muitos que ambos, por certo, conhecemos e que, infelizmente, sempre abundaram nesta pildra. Quanto ao resto, não posso deixar de concordar e reiterar tudo o que diz sobre o óscar Lopes. Em relação ao camarada Saramago, julgo que também disse tudo, foi justo e já foi demais.
Cesário Reboredo de Adeganha