Monday, September 11, 2006

11 de Setembro?

1973.
No Chile.
Encomendado e pago pelos camones.

26 comments:

matarbustos said...

1919
Honduras
Apenas mais uma das cerca de dez intervenções militares dos EUA na história deste país que tristemente inaugurou a expressão «república das bananas», graças à instabilidade política que foi necessário alimentar para proteger os interesses dos camones.

matarbustos said...

de agulha em agulha se vai enchendo o palheiro:
A century of US military interventions

daniel abrunheiro said...

é isso tudo, Carlitos.

Anonymous said...

11 de Setembro todos os anos: Estaline e as purgas, não foi em Setembro? Setembro é quando um homem quiser. Setembro quando tanques soviéticos invadiram Praga, e quando tanques soviéticos invadiram o Afeganistão, e a Hungria. O que é que achas, ó Carlitos. 11 de Setembro, ou outra data qualquer, quando tanuqes esmagaram os estudantes em Tianamen. Carlitos, diz qualquer coisa. Daniel Abrunheiro, vais apagar o post? Não te dá jeito? 11 de Setembro, quando o regime soviético condenou à morte 10 milhões de ucranianos, o Holodomor, o holocausto ucraniano. É em Novembro, por isso o Daniel não pode fazer trocadilhos e o Carlitos, que tem um perfil tão literário, tão jornal de letras, não pode concordar com o Daniel. Uma peninha. Agora, em 11 de Setembro de 2001, o fanatismo terrorista matou milhares de inicentes em NY. EU ORGULHO-ME de LaAMENTAR ESSA IGNOMÍNIA e não chuto para canto com desconversas idiotas. Escusas de apagar isto que cá virei todos os dias pôr o comentário.

daniel abrunheiro said...

podes cá vir todos os dias. todos os dias te mandarei à merda

daniel abrunheiro said...

e já agora mete o estaline no cu, no caso de o bush que lá tens enfiado te deixar espaço.

Anonymous said...

Qualquer pessoa que defenda ou pelo menos tenha algum laço com a civilização em que vivemos tem que lamentar o 11 de Setembro e as suas vítimas. Mas não sejamos cegos panegiristas dos EUA. Aquele que se diz o Estado menos intervencionista foi o que mais intervenções militares realizou fora das suas fronteiras, desde a sua fundação, e com motivos económicos. Pesquise.Não devemos comparar os EUA com a União Soviética mas com o Império Romano. Os bárbaros também chegaram a Roma mas também foram aliados de Roma. O 11 de Setembro é também a desculpa e a justificação para muitas coisas injustificáveis. Há, neste momento, o transportar da guerra para longe das fronteiras americanas. Por algum motivo vive-se hoje um estado de excepção que aos poucos se tornará permanente e, belas lições da História, é tudos menos a bela democracia que nos apregoam.
Artur Fonseca

matarbustos said...

Sim, anónimo, este é o Setembro que nunca se lembra. Antes de NY, já havia Setembros mas ninguém os conhecia. Agora se tu preferes embarcar na propaganda da lágrima televisiva do 11-9-2001 nunca hás-de fazer verdadeira justiça aos que morreram nas torres gémeas. Sim, a URSS, sim o Saddam, sim etc e tal, há por aí muitos colunistas a lembrar-nos.
Só é pena que os pios comentadores nunca se lembrem do Chile, da Argentina, da Venezuela, das Honduras, do Havaii, da Bolívia, da Colômbia, de Cuba, do México, do Egipto, da Somália, do Haiti, do Porto Rico, da Grécia, de Timor, da Líbia, da Libéria, etc etc.
Terrorismos há muitos. Eu conto-os todos, desde o casório bombardeado no Afeganistão ao WTC passando pela maré negra na costa do Líbano resultado da «defesa» heróica israelita e que estranhamente a imprensa se escusa de falar (um dos maiores desastres ambientais deste tipo de sempre).
A tua reacção (do género: Ah e tal, mais um antiamericano primário, deixa cá desancar no comuna) não vinga. Eu trato tão só de estatística para combater a propaganda. Seja aquela que usa os mortos do WTC para invadir países com governos incómodos, seja a que é usada para derrubar um presidente (GWB) que se legitimou democraticamente para vergonha de todos.
Esquece Allende, esquece Hiroshima, esquece Nagasaki (3 dias depois!), esquece e sê feliz.
Eu vou voltar para o Ellington, do melhor que vem da américa; da guerra não quero saber. Hão-de um dia os norte americanos se libertar do polvo e tu ainda hás-de estar a espernear com a URSS, as SS e os mouros.

Paulo G. Trilho Prudencio said...

Daniel: gosto muito quando escreves literatura; a vidinha também importa, eu sei, mas, como diria Proust, não percas muito tempo com isso; desculpa lá estar por aqui a alvitrar coisas, mas... apeteceu-me Mas a vidinha serve de inspiração? Claro que compreendo. Mas o olhar inspira que se farta, como diria Proust, ou Borges - e ficou invisual -...

Anna Akmatova said...

esclareça-se desde já que não sou o Anónimo, nem o artur Fonseca e estou a ver isto hoje pela primeira vez.

e também acho o post infeliz. que se lembrem outros actos tristes de per si, é uma coisa, e outra muito diferente é relativizar o 11 de Setembro de NY ou menorizá-lo com os "mas", "também" "e".

no fundo o que o post alude e diz é o cá se fazem cá se pagam e não é. e depois é o desclabro completo de comparar o 12 de Setembro ao "casório" bombardeado do afeganistão.

falamos de papo cheio, sabendo de antemão que no caso da barbárie nos bater à porta lá temos o tio americano para vir socorrer de vez. eles que paguem os canhões que nós continuamos a barrar o pão com manteiga.

depois, bem depois o muro mexicano deles é mau, mas o nosso tem de ser, o chile é asneira e facínorice deles, mas o suez, o paraguay, o congo, os dervixes, os arménios, os curdos, os judeus, os croatas, ah esses não são nossos, muito nossos europeus de plena culpa, esses são dos outros também.

a relativização é engraçada, e sempre gostaria de ver como responderiam ao Busch, o Daniel e o Matarbustos quando este lhe dissesse que: guantanamo é um nojo e devia terminar ontem, mas para lá do muto há mais e pior, muito pior! até gajos que desviam um barquito e são sumáriamente condenados á morte pelo único crime de quererem sair.

akmatova said...

acima onde se lê muto é muro.

matarbustos said...

Mas eu não nego nem relativizo. Os media é que relativizam. É essa a diferença. Ponham-me os rótulos que quiserem. Houve mais mortos no WTC do que no tal casamento no Afeganistão, mas são inocentes uns como os outros, na mesma proporção. Isso é que os comentadores de serviço acabam por fazer esquecer por não quererem lembrar a história toda. Se a regra é calar um minuto por cada inocente morto, mais valia nascer sem boca.
O WTC deu em directo na TV. Mas não deu o casamento. Em NY eram brancos, no Afegaburkistão eram pretos. Dois pesos duas medidas.
Serei eu o sectário?

matarbustos said...

Essa do desvio do barquito é engraçada. Deve ser a dos gajos que não só sequestraram o barco como a tripulação toda, à força e sob ameaça de armas de fogo. Coitadinhos que só queriam sair...
E atenção que eu sou contra a pena de morte. Agora quem só vê telejornais e lê VPVs acaba por só comer a sopa.

daniel abrunheiro said...

um (um apenas)dos mortos em La Moneda (palácio presidencial de Santiago do Chile)em 11 de Setembro de 1973 é mais importante para mim do que o conjunto dos quase-quase 3 mil das torres gémeas.
mais ainda: o olhar perdido para sempre do segurança de Salvador Allende, na foto pretibranco, é mais humano que a perda estatística de comedores de hambúgueres.
é isto que penso, sinto e pratico.
só tenho pena de ser irredutivelmente agnóstico.
caso contrário, seria Islão já.

Anonymous said...

Daniel Abrunheiro, usando os teus argumentos, magníficos de resto, segue este conselho:
METE O SALVADOR ALLENDE NO OLHO DO CU, NO CASO DO FIDEL, QUE LÁ TENS ENFIADO TE DEIXAR ESPAÇO PARA ISSO!

matarbustos said...

Não consigo ver as coisas assim, tio. Entendo a força da imagem dos assassinatos no Chile que te terá marcado como também marcaram as transmissões dos desgraçados a atirarem-se do WTC antes mesmo da derrocada.
Quantos olhares daqueles se perderam nas torres? Os inocentes pagam sempre pelos manda-chuvas. Sejam eles chilenos ou norte-americanos. Nas torres não estavam os Bushs nem os Pinochets mas sim inocentes. Temos a sorte em ter ainda o(s) Rui(s) por cá senão a história era outra...
Mas pronto, voltemos à tua literatura. Os blogues permitem esta coisa maravilhosa de ler o escritor em tempo real. Eu acompanho-te em silêncio mas estou cá sempre, com a minha admiração em acentuado crescimento.
Continua!

matarbustos said...

já agora, uma pérola, acabadinha de chegar ao mail:

http://www.youtube.com/watch?v=-EVEAVQgUcE

daniel abrunheiro said...

como tudo isto demonstra, jesus cristo tinha toda a razão em ter sido rei dos judeus. esqueceu-se apenas de ter sido irmão dos mafomas. e dos aborígenes. e dos tupis.
e:
da puta-que-o-pariu.

Fanette said...

Certíssimo: “Nas torres não estavam os Bushs nem os Pinochets mas sim inocentes.”

daniel abrunheiro said...

nas torres, estavam pessoas que morreram.
todos os dias, em todo o mundo, morrem outras pessoas para sustentar o centro do comércio mundial.
ou, em "amaricano", world-trade-center.
não sinto pena de nem um.
juro.

Anonymous said...

Até agora, os prós e contras de ambas as partes não são mais do que uma prova do maniqueismo cristão, por vezes imbecial e na parte das vezes ignorante que sustenta as nossas maiorias e minorias políticas. O que até agora se esgrimiu prova apenas que somos espectadores, leitores e quejandos, mas não ainda cidadãos. jOÃO bAPTISTA

daniel abrunheiro said...

joão baptista: és sereno e isso está bem.
mas eu sei de maniqueus.
sei.
americano é merda vezes dois: aí tens os dois lados.

Anonymous said...

dANIEL, recordo-te o lenine, quando diz que "uma morte é uma tragédia, a de um milhão é uma estatística" e olha que ele sabia do que falava. Esta conversa não passa de demagogia porque não resolve nada e é estar a fazer o que eles querem: entretenham-se com estas minudências, divirtam-se meus filhos e torçam pelo Allende ou pelo Bush ben Laden. Nunca nenhuma mudança se fez sem mortos e eu não defendo a morte de uma só pessoa provocada por um regime seja ele qual for. a nossa civilização morreu em 1938 com a conivência das democracias ocidentais. Ficámos com o o conforto da civilização, mas esta, esboroa-se aos poucos e o ataque ao centro nevrálgico do poder, como referiu o Artur Fonseca, é apenas um sintoma disso. O que vivemos hoje em dia é algo que apenas uma pessoa, o Orwell do 1984, soube prever. A democracia contém em si as premissas do totalitarismo, e ele referia-se à Inglaterra da 2ª Guerra. Quando se torna premente a necessidade de ter uma guerra esta é a justificação para um estado de excepção permanente. E o 11 de Setembro, apesar de ter sido cometido por ex-aliados dos EUA, apátridas, armados e treinados por eles, foi a motivação aparente para essas duas guerras (Iraque e Afeganistão), que escondem, como todos nós sabemos, o interesse de alimentar uma economia americana que sempre precisou da intervenção do Estado para sobreviver, ao contr´´ario do que eles dizem, como o Chomsky provou. A favor ou contra venha o diabo e escolha. Eu escolho o meu caminho que é contra todas as posições até aqui expressas.
Ana laura palma

Anonymous said...

Bela contabilidade de mortos. Depois digam quem ganhou.Não tenho mentalidade de merceeiro, como diria o Camilo.
Um abraço
Luís Bernardo

Anonymous said...

Como diria o Hegel, nem as pedras são inocentes.a cidadania aqui expressa está ao nível delas.Façam a felicidade dos vossos políticos. Continuem assim.
João Luís Branco

Anna Akmatova said...

O Cão nada argumenta. Fala dos americanos e da américa como um todo de mal absoluto, classificação que obviamente recusa ao Islão ou aos Tupis. Estamos portanto perante um ódio de estimação e esses eu respeito pela tara que encerram. a cada doido sua mania. eu a mim, quem me tira o ódio de estimação do Eduardo Prado Coelho tira-me tudo. E os noruegueses, esses pérfidos filhos da puta, era fodê-los a todos. nazis-b!