Monday, October 11, 2010

IDEÁRIO DE COIMBRA - podografias de retorno – 15 - fragmento 13

Estou a tirar (a ninguém) uma licenciatura, posso casar-me, fazer de professor, comprar um apartamento e um periquito. Mas não. As sílabas voltam a atacar em vórtice-matrix. Tenho de escrever. Ver por dentro. P. ZZ.ETC. cumpro a minha primária e primeira e primacial licenciatura entre 1970 e 1974 (Reitor de então, Elias Rodrigues Faro). E foi para estas labiais flébeis gráceis inverosímeis sí-la-bas que vim:



SILABIAIS SÓ P’RA MEUS PAIS


Meu Pai, meu senhor Pai, que sossegada
nossa cidade está em pleno anil.
Dia catorze, Junho, de levada
leva (não traz) moedas de perfil.


Senhora Mãe, tão minha e tão Mãe,
sint’ a senhora o fresco da noitinha.
Estrelas não pertencem a ninguém,
pertenç’ eu à senhora, que é minha.

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