Outro rapaz envelheceu com o
objectivo de vingança contra a sociedade. (Ou foi o objectivo que o envelheceu
mais do que o Tempo mesmo – creio mais nesta possibilidade.) Curiosidade: a infância
dele não foi infeliz, mísera, violentada, ignóbil. Foi normal, com pai & mãe
presentes, cuidadores, ternos, direitos. Ele escondeu-se de todos. Era, pois,
um destruidor de protótipos. E era Eduardo Casimiro.
Floresta pouco frequentada
(felizmente) por destruidores. Trilhos animais como errática escrita. (Errática
– não errada.) Pontos de onde a água rompe – e se põe a escrever também,
em idioma-córrego.
Um Marco Guilherme Tomás é visto a
falar com mulheres, uma a uma, uma por uma, em bares de escrupulosa forma
noctívaga. Que elas tenham desaparecido sem jamais dar sinal de vida, pode sim
ou não ter a ver com MGT? Os anos entretanto idos não têm ajudado. Eram mulheres
de escassa ou nenhuma família, presas ideais do esquecimento. MGT reside num
solar rodeado de bosquete, relvado, jardim, cavalariças, azenha & ribeiro. É
viúvo, não tem filhos. Um casal serve-o: o homem, de faz-tudo; a mulher, da domesticidade.
As coisas seguem-se umas às outras, mutuamente indiferentes.
Outro fulano, Eduardo também: Eduardo
Dido. Era figura benquista de fanáticos falsamente moderados de certa seita evangélica
com sede na Rua do Submarino. Muita gente o tinha por certo na sucessão do
velho “bispo” local. Não aconteceu assim. Saiu da cidade, abandonou o
país, fez Canadá, Senegal, Filipinas, Finlândia, Canárias, Austrália, andou
muito, viu muito. Morreu novo, apesar do muito que parecia saber. Dorme em uma
vala-comum, algures no Laos, talvez, ninguém sabe do (per)Dido. Se não fosse
este caderno, então desapareceria de todo.
(Repugnância da rejeição. Manipulação
do luto. Ignorância pecuariamente sistematizada do humano. Estilo &
ademanes. Medo fingido. Sonhos maldosos. Bondade da mão-direita a todos mostrada
pela esquerda sua irmã. Caricatura de gorila-moral: o texas-ranger cá da
parvóni’americanóide. Um-de-Julho-de-1974-foi-Segunda-Feira. Condados,
paróquias, pecuárias, freguesias/clientelas/amigalhacismos. Autarcazitos
rubicundos como romãs anãs estrepitando de foguetório as dominomanhãs. Seguir estas
pistas, fazer por não sonhar – nem despertar.)
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