Friday, December 03, 2010

Ideário de Coimbra - 112 - Coimbra, sexta-feira, 5 de Novembro de 2010 - fragmento 6




Ali, a banca de fruta expondo jóias sumas. Ali, o mostrador com fritos e conservas e ranços e queijos. Mais acolá, a neurastenia (pedras no bolso) de Virginia Woolf, aquela descrição da radiografia nA Montanha Mágica do senhor Thomas Mann, a insuperável feminilidade de Mercè Rodoreda, a declinação cromátic’aromática, insuperável ela também, dos Japoneses quase todos, as dívidas de Manoel Maria Barbosa du Bocage, as canções dos marinheiros gregos entre as Ilhas que fazem da solidão uma acalmia olímpica. Mais cá, as manchetes dA Bola e do Record, o carácter-alcateia dos gestores das empresas públicas-ovelhas, bolos & bolinhos & bolinhós, assombrações bosquímanes de agência-de-viagens, cruzeiros ao Sul a bordo de uma casca-de-noz chamada Recordação da Virgem de Guadalupe, mais o Diário de Coimbra maila invejável irrelevância da Universidade também de Coimbra.

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