Thursday, May 01, 2008

“Ou não” – uma crónica cheia de aspas




Esta semana, nO Ribatejo (www.oribatejo.pt) e no Região de Leiria (www.regiaodeleiria.pt).
1. A mãe de D. Afonso Henriques chamou-se, ou não, Teresa, como se chama a minha filha mais nova. Ninguém sabe, excepto o “professor” José Hermano Saraiva, qual dos três nasceu primeiro. Eu julgo que a minha filha, mas.
2. O “escritor” Miguel Sousa Tavares é filho, ou não, de Sophia. Escritor-filho, digo. O resto, “prontos, é assim”.
3. O “senhor” Scolari é um caso de emigrante de sucesso. A escravatura de toxicodependentes, alcoólicos e deficientes portugueses em Espanha também não.
4. Tendo em conta o novo “acordo” ortográfico, não há problema nenhum que os jornais portugueses não saibam escrever. Também ninguém português sabe ler, “portantos”…
5. É assim. E “prontos”.
6. Em outro dia que não este, tendo em conta, agora, a data em que o leitor empunha o jornal como uma borboleta murcha, fui “feliz” de uma triste brandura. O sol ameaçava chuva. Prometia o que cumpriu. Choveu em Portugal, ou em parte dele, terça-feira. Pensei logo na mãe de D. Afonso Henriques. Nela e na minha filha mais nova.
7. Há mais candidatos à sucessão de Menezes no “PSD” do que gente compradora nas livrarias. Não há?
8. 0 Alberto João “Jardim”.
9. Já fui “feliz” em circunstâncias especiosas: a infância cheirava a cravinho, os carrosséis a pimentão-doce, o Pai a alho, a Mãe a mel, o amor a vinagre. Devo ter nascido em Portugal, coisa que, infectibamente, nada abona. Mas já fui “feliz”.
10. O actual senhor Presidente da República pode finalmente, agora, ser como Mário Soares. Mas “eu” espero que não possa.
11. Temos uma tristeza brandíssima. Não conhecemos, nenhuns de nós, aquele poema português do português Correia Garção com “o louro chá” e as torradas e o século XVIII e a memória de quem somos. Pois não? “Ou não”?
12. A “mãe” de “D.” Afonso Henriques era uma senhora que, mais tarde ou mais cedo, teria de aparecer numa crónica de jornal. O “País” que o filho dela fundou, também. Até hoje, ainda não apareceu. A minha filha mais nova chama-se Teresa. Sem aspas.

1 comment:

Manuel da Mata said...

...e ainda Correia Garção:~

"Marília, eu o mesmo não sou.
Tu esperas, Marília? Espera que eu vou"

E eu tive uma Marília.