Sunday, December 11, 2005

Materna Doçura - Estreia na ACERT dias 15, 16 e 17 de Dezembro de 2005


Materna Doçura é o nome da mais recente produção teatral do TRIGO LIMPO teatro ACERT. Estreia nos dias 15, 16 e 17 de Dezembro de 2005. Informações e marcações: senhorita Marta Costa (telefone 232 814 400) ou correio electrónico - trigolimpo@acert.pt.
Espectáculos às 22h00. O levantamento das reservas deverá ser efectuado até às 21h00.
Sítio da Companhia: www.acert.pt

11 comments:

Grunfo said...

Cão tamos lá a ver isso, com uma tardada de golf antes e jantarada no intervalo. Diz as horas e reserva bilhetes nas primeiras filas, um deles extra large. E já agora como é? conseguiram arranjar uma grávida para as cenas porno?

daniel abrunheiro said...

gente: tragam gajas ca malta engravida-as cá. o sistema é: entrada para o espectáculo é às 10hoo em ponto. eu arranjo convites, mas preciso de reservas vossas IMPRETERIVELMENTE. isto é, malta, preciso de saber quantos lugares preciso de reservar e para que dias (15, 16 ou 17).

daniel abrunheiro said...

Basta telefonar a esta senhora (D. Marta Costa), dizer que vos convidei e fazerem marcação. E está feito, festa garantida.

DervicheRodopiante said...

Cão, tu é que adaptaste o livro do Possidónio? Parece-me obra!

Sacha G. tem uma saga catita mas algo incoerente. Já li a coisa há uns meses largos e lembro-me que gostei do inícío e do final. A parte do meio, não me parece lá muito conseguida, nomeadamente a descida aos infernos do Sacha, porque aí a construção da personagem não me parece das mais felizes. Um indivíduo desenrascado como ele, com as facilidades práticas dele, o instinto de sobrevivência e adaptação e desejo de luta, que o Possidónio se encarrega de lhe dar na primeira parte, não casa com a descida ao inferno da miséria de Paris. A mim na altura pareceu-me menos conseguido.

E gostava de saber sobre que partes do livro trabalhaste. Já vi a que a pornografia com grávidas saltou fora, ou não?

quanto a ver a peça, a maioria da malta tem jantas de serviço e família, pelo que está a parecer dificil aí passar, mas se der ainda apito.

daniel abrunheiro said...

Amigo, a coisa é curiosa.
O que verdadeiramente fiz nesta história foi: assisti à dramaturgia, escrevi as canções e os solilóquios.
Com toda a sinceridade, a peça parece-me boa (mérito do encenador e da companhia).
O livro original e o autor partilham um adjectivo: horríveis. As personagens não têm consistência, a história embrulha-se completamente (no livro), a marotice inicial da pornografia materna perde-se completamente e nunca mais se salva e prontos.
A peça salva-se.
A música original (composta por compositores de luxo para a peça) é boa. O cenário é excelente. O teatro tem destas coisas. Dei-te a minha opinião. Fica entre nós, naturalmente.
Cão e abraço canino.

daniel abrunheiro said...

O facto de um péssimo livro poder resultar numa boa peça de teatro ou num bom filme não é propriamente novidade. Assim como no velho adágio: "Um mau passo pode dar uma boa mãe".

Derviche Rodopiante said...

Cão, vem a meus braços, canino! Julgava que era só eu, mas afinal tenho companhia.

É que aquela coisa do Possidónio é vista como uma espécie de última thule mitica, onde um cachapa brilhante e redentor nos dá a ver a luz. Por mim, não, e concordo contigo, que pelo meio se perde o brilharete que prometia da materna doçura. a parte final também está boa com a aposta nos diálogos cómicos e situações de critica ao mundo cinéfilo-festivaleiro.

tenho lá ainda os pássaros de num sei o quê para voltar ainda ao cachaça.

Ah, e a persongam é de uma arrogância demente.

daniel abrunheiro said...

referes-te à Viagem ao Coração dos Pássaros. É de vómitos. O espantoso é a Assírio & Alvim ter publicado aquela merda. O não espantoso é nunca mais o ter publicado. O fulaninho, realmente, é execrável.

Biblioteca de Babel said...

e o Sacha G., à lá Joseph K., fica mal ao Cachaça. Ali pelo menos. Não cheira a homenagem, mas a soberba.

daniel abrunheiro said...

É como vos digo: o livro e o autor são merda e da execrável. A peça é boa, embora eu tenha participado nela. Mérito da ACERT, velha nestas andanças, não meu.

Ferna said...

Tenho pena quando gente em quem confio tanto diz mal de um livro que nunca li. Pena porque não o vou ler, era o que faltava andar a perder o tempo dos livros que tenho de ler. Portanto, ainda bem que o livro é mau.
A peça é magnífica, uma das melhores noites de sábado da minha vidinha.
E, a propósito, desculpa lá, amigo, mas, por muito que te custe, também tu tens mérito no mérito da ACERT.