Thursday, February 12, 2015

(SONETO EM) OFERENDA - Leiria, tarde de quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015




O sol português resiste ao frio februário.
A calma excede da pré-morte a ânsia.
O olhar singra pela luz em estuário.
Agora o longe não se faz distância.

Poucas pessoas, muita área, todo o ar.
Venéreo seria, e venal, não aproveitar
o instante em-vivo, instantâneo
ideário que bem usa o momentâneo.

Vamos indo. É devagar. Um pouco mais além,
flores que eu colheria & daria à minha Mãe.
Como quem daqui é & daqui não sai,

nuvens de branc’azul(ejo) propícias a meu Pai.
Calma. Tenhamos ao menos, por merenda,
tanta vã ideação, que não vã oferenda.

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