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14/10/2018
11/10/2018
28/09/2018
Outro soneto de sexta-feira, 28 de Setembro de 2018
Inscreve mansidão por ruas
breves
O cavalheiro firme & calado.
Sustenta demoradamente aves
E, do que sobra, obra ele dá ao dia.
Domingos há queimado sem remédio,
Conhece o carnaval mais solitário.
Em sono, reconquista as origens
E da morte se serve imitação.
Mansarda com vasos de sardinheiras,
Latadas de cachos gordos suspensos,
Cães serenos guardando a própria sombra:
O cavalheiro é grato à conquista
De horas sem mensagem nem destino
– E assim tem sido sempre de menino.
O cavalheiro firme & calado.
Sustenta demoradamente aves
E, do que sobra, obra ele dá ao dia.
Domingos há queimado sem remédio,
Conhece o carnaval mais solitário.
Em sono, reconquista as origens
E da morte se serve imitação.
Mansarda com vasos de sardinheiras,
Latadas de cachos gordos suspensos,
Cães serenos guardando a própria sombra:
O cavalheiro é grato à conquista
De horas sem mensagem nem destino
– E assim tem sido sempre de menino.
Soneto de sexta-feira, 28 de Setembro de 2018
Tantos anos volvidos – plena
bruma
Adoça amarga a interioridade
Do ser que vai estando na
passagem
À bolina de dias repensados.
Já inclinada mais está a
ladeira
Que outrora subiu arborizada.
Panos de relva mui estendem
sombra
De que aves invisíveis tomam
posse.
Silêncios mores estend’ em
lençol o céu
Que a névoa sequestrou por
estas horas.
Laurindo chega à obra, pousa
o saco,
Confere em torno d’ontem os
despojos.
Em vinte anos, tudo
resolvido:
Nem sonetos, nem doce
amargura.
22/09/2018
19/09/2018
Um soneto de segunda-feira, 26 de Julho de 2010
Nem tudo o que vem
do coração está certo,
nem tudo errado é quão
coração parece.
Ele há coisas que a
razão reconhece,
mais longe são umas
& outras mais perto.
A gente assim faz:
vive. Passam as viaturas,
derredor há sol que
esbraseia peles.
Queima-as à boa gente
& a outra mais reles,
mas todas de Deus são
as criaturas.
O mais que não digo,
vem só da verdade,
que ela é ser a
mesma vontade
de menos ser que
viver, está certo, está certo.
Nem tudo é erro,
nem a razão conhece
o que o coração quer
e apetece:
está perto, é
longe; está longe, é perto.
14/09/2018
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