quinta-feira, maio 21, 2020

VinteVinte - conclusão da entrada 33 (II & III)




II

O ocaso trouxe sol que a tarde não pôde.
Voa baixo sobre mato um milhafre adulto.
Nada hoje me inculpa, não rogo indulto
nem ao que há, ao que haverá ou já houve.

Entre salmão e rosa, as empenas daquela casa
olham-me de longe mas sem convite.
Em sonhos, Maria, desta noite, sabes?, vi-te:
eras um peixe naufragado em praia rasa.

Já pouco me dana não ter ido para artista,
sei lá, de cofragem, olaria ou d’até poesia.
Além da Arregaça, onde a que chamam Boa-Vista,
nem tempo de ver tive o que dali me viria.

Este é o ente-instante, outro não é.
Ver-nos-emos entre pressas, cumprimentos a golpe-d’asa.
Hoje ando a bolos & café.
Rosa & salmão, bonita, a tal casa.

III

Sim, é preferível a prosa do calado. Chega-se a noite. Chega-se à noite. Perto da praia, um resto de família não faz ondas. Um carro azul-celeste arranca em direcção a Quiaios. Já lá estive, mas pouco. Prefiro (ou profiro), com esta idade já infame, o silêncio prosódico. Havia uma senhora que era Isabel e muito gentil, aviava artigos de papelaria ao balcão daquela loja que depois demoliram para cavar um estacionamento subterrâneo. Os covis que eu então frequentava não eram vis. Já então eu me dava (ao) anis. Isabel era de olhos vígeis, castanhos-pardal. Ventilavam piedade sem orçamento nem indústria.
Não, não perdi tudo. Preencho estes cadernos como quem espera novembros por esses areais desertos. Ele há níveis de entendimento. Costuma ser solitário, o entendimento. E calado. 

terça-feira, maio 19, 2020

Antes que se faça tarde, um fragmento de ontem à noite (18-05-VinteVinte)




(Em Fevereiro, morreu-me mais um Irmão.
Em Abril, morreu-me mais um Amigo.
Francamente, não vale um tostão
falardes ou não de mim ou comigo.)

VinteVinte - 33 (I)




33.

TRÊS OPÚSCULOS

PARA UMA R-EXISTÊNCIA

Coimbra, (também) segunda-feira, 20 de Abril de 2020



I

Resistem por enquanto os fólios. Não as pessoas.
Joga a Natura ao divertimento perene-caduco.
Ajuda & Necessidades são nomes palacianos:
também tal onomástica é divertida, ó Zé.
De 1826 a 1836, da Carta ao Setembrismo,
voltas & reviravoltas, alhos & reviralhos.
O grave Herculano. O taful Garrett.
Eça, por nascer. Camilo, infante.
Bons tempos para a meia-dúzia do costume.
Piolheira para o resto da maralha.
Tragicómica nação bonita, a minha às vezes Vossa.
De lareira acesa à sua dextra, Joel lê um papel.
Coimbra, Ano-VinteVinte, tempo baço, invernosa primavera.
Luz pergaminhada, por assim dizer.
O Costa Cabral foi o Péron cá da parvónia.
As nossas Evitas eram espanholas em bacalhau-encebolado.
De 1842 a 1846, vicioso consulado, pernicioso, desconsolado.
Resistem por enquanto algumas dignidades.
São cerce esquecidas, faz-se mato o anonimato.
R-existir faz rir o Tempo, o Granito, a Água, a Caca.
Arrota, que te levo a Aljubarrota.
Trabalha, que te porto à Batalha.
Calado, que te xingo no Chiado.
Que saber de um António Luís Seabra?
De um Oliveira Marreca?
De um José Estêvão, o crisólogo tão diserto?
A mim, que vale-de-lobos-rafeiros te espera, Joel?
Rendilhadas pedras de pulverizados mestres.
Afonso Domingues, de sideral cinzel.
Nem o Saldanha te apanha.
Cristo sobrevoando o espadeirame em Ourique?
Cuidado c’a padralhada & c’a’scumalha chique!
Cimento & esquecimento.
A menina Man’ela vem hoje de blus’amarela.
Menos duram os opúsculos do que os crepúsculos.
E bem menos que aqueles & estes os juvenis ósculos.
Anarquia, servidão, tirania, paixão, respeito, agrura.
Em 1866, Alexandre casa-se com Hermínia.
Passados 77 anos, volta Hermínia a casar-se
– mas desta vez com Daniel, que aos 77 morre.
Ainda alguns papéis (s)obram tais efemérides.
Celeiro, adega, horta, fonte & poço.
Pois que finado, não ficado.
Alexandre torna Hermínia viúva em 1877.
Daniel faz-lhe o mesmo em 1994.
Portugal tem grave vocação gato-pingante.
Vamos dando importância a minúcias afinal inócuas.
Somos tributários, bastas vezes ingratos, de formosa gente anterior.
Exemplo: tinha 28 anos de idade, ou nesse ano os completava,
o meu paterAvô, José Abrunheiro, quando mataram o Rei.
Desconheço que terá ele meditado sobre tal sangue.
Já o meu materAvó, Carlos dos Santos, teria uns dois anos
quando James & Nora se amigaram em Dublin
naquele 16 de Junho devindo épico porque-sim, Bloom-sim.
Rostos vivos, restos mortais. E outros liames que tais.
Tudo ardido a napalm. Tudo arde, Conrad.
Arrozais, choupanas, bazares chineses, sabujices corruptoras.
Armazéns devolutos, fábricas aluídas, raridade até de chuvas.
Viena, aí por 1906, ou 1913, ou até 1920, velho Arnold S.
Tanto nada para tudo ser tão pouca coisa.
Brighton Rock, Moimenta da Beira, Cádiz, Deauville.
Rui, Ronaldo, Rolando, Rodolfo & Guedes.
Afonso X, dito O Sábio.
D. Dinis, dito muitas coisas.
Avô & Neto, pó & pó, cinza-por-cinza.
A Lei não falha. A falha é perene. E caduca a gente.
Nascer já é pandemia que chegue.
Aquele azul-de-Delft, bonito.
Aquele Vermeer da luz pela janela, caramba.
Aquele coiso de Boliqueime, fóssil fácil.
Anda mão do Diabo nisto, que nem Deus nem mão nela.
Tanta maralha tristonha por não haver missa plenária.
Alguns livros, uma pouca de pão, espelhos-de-água bonitos.
Yourcenar & Rodoreda.
Ainda não é o fim, ele há tempo. 

segunda-feira, maio 18, 2020

VinteVinte - 32 (um divertimento)






32.

ANTES CLÍNICO QUE CÍNICO
(ou VERSA-VICE)

Coimbra, segunda-feira, 20 de Abril de 2020



I

Prendo & aprendo os meus Mortos.
Segui-os em troços hoje ínvios.
Brinco hoje a sós a cowboys & índios.
Mais bem os vejo tirando os óculos.

II

A pandemia corrente cria mais lutuosos.
Famílias perdem os velhos engaiolados em lares.
Os números são escarlates, são imperiosos.
Itália & Espanha? Macromorgues sublunares.

III

Maus dias. Noites apreensivas. Casas-celas.
Entretenho-me assomando mudo às janelas.
Nem espero nem desespero: nem posso nem quero.
Folheio. Raspo a barba. Tenho atavio, sou d’esmero.

IV

Vai fazer cinco anos em Outubro: um dia,
muito cedo ainda, icei-me da cama
& fui-me a uma clínica de hematologia
a que me fizessem o hemograma.

Receberam-me faces não-cínicas:
duas senhoris meninas de alvas batas,
experimentadas técnicas analítico-clínicas
capazes de medir açúcar até das batatas.

Fui pois bem atendido eu, alimária
zero-hipocondríaca mas então em precisão
de hemograma com fórmula leucocitária
que me avaliasse a então actual condição.

Picaram-me, vampiraram-me, lá sangrei,
quase desejei ser testemunha-de-Jeová.
Mas pronto, era p’ra dar sangue, sangue dei.
Após, desjejuei, no Mijacão, bifanas sem ser com chá.

Tempos passados, poucos, chamaram-me
a buscar em papel os hemo-resultados.
Os doutores que depois foram consultados
disseram Tudo-Bem – e despacharam-me.

Procuro no relatório outras leituras
que ajudar-me possam neste assunto.
Ele está algures, dou-me às procuras,
hei-de encontrá-lo, é só puxar pelo bestunto.

Cá está o gajo: 5,24 nos eritrócitos!
15,60 me vale a boa hemoglobina.
Zero vírgula 46 o hematócrito.
RDW? Vale 14,00 tal menina.

Mostro 21,09 de leucócitos,
zero,44 de eosinófilos,
4,75 de linfócitos
& zero,10 de basófilos.

Vejo que há neutrófilos segmentados,
tal como contados monócitos.
Já as plaquetas mostram propósitos
micro-sanguíneo-esfregaçados.

Glicemia? Meros veros 86 (mg/dL).
(Isto é da parentética hexoquinase.)
Não te preocupes, ó Daniel:
ureia (cinético UV), 31 – ou quase.

Leio depois a creatinina (clorimétrico cinético)
& o ácido úrico (que m’atormenta, enzimático).
O colesterol a 251 não é poético
& os triglicéridos dão um 355 problemático.

Transaminase? Tenho duas, menina:
uma é GOT, outra é GPT.
Sou também, alegria!, da Gama GT
– e é de 70 a fosfatase alcalina.

Não tenho mijado sangue nas latrinas,
mas mesm’assim que tal a electroforese das proteínas?
Albumina – própria de reis: 59,6.
Alfas & Betas globulinas fazem rol c’as bilirrubinas.

Cabe ainda nesta formosa poesia
do Ionograma a potenciometria:
valho, só em sódio, 141;
potássio, 4 vírgula seis – e cloretos, 101.

Falta a relativa acalmia
dos dados da minha imunologia:
pois ora então, viva! viva!,
0,86 de proteína C reactiva.

Foi isto há coisa de cinco anos, noutra zona.
Não tenho sondado a própria urina:
cor, glicose, ácidos biliares e acetona?
Não sei de densidade, PH ou proteína.

Recordo 0,2 de urobilinogénio
e terem dado negativo os nitritos.
Não estou para andar a ler mais detritos,
leio o Cesário Verde, esse sim génio.

Parece (é giro!) serem “elementos figurados”
o que se conta no ou do sedimento urinário.
Oh que riqueza de versos tão bem rimados,
alegria de pobretana ordinário!

Despeço-me confessando, do coração,
ter menos de 4,0 de leucócitos,
menos de 0,7 de células descamação
& menos de 2 vírgula zero de eritrócitos.

Agora que por aí grassa o Corona,
lá é que me não apanham, não senhor!
Podia a contagem ser trapalhona
& mijo & sangue mostrarem má cor.

sexta-feira, maio 15, 2020

VinteVinte - 31




31.

TALINGAS DE OCIOSO

Coimbra, domingo, 19 de Abril de 2020



Numa das primeiras manhãs livres (ou: numa das primeiras manhãs felizes; ou: numa das primeiras manhãs menos amargas) do Verão de há três anos, descobri no topo do contentor do lixo, àquela hora ainda repleto, uma quantidade de livros abandonados. Trouxe alguns para casa. Um deles era a 4.ª edição do Dicionário de Português da Porto Editora – muito anterior, portanto, ao aborto ortográfico em vigor. Tenho-o consultado como os idiotas que procuram zodíacos astrológicos. É delícia garantida, esta minha própria idiotia. Perco-me achando pérolas que a porcos não atiro. Cinéreo – o m.q. cinzento. Mais: Diserto – facundo; eloquente; crisóstomo; crisólogo. E notas do género desta: Agnado (m.q. agnato) – parente por varonia; membro de família – mas não confundir com Ágnato, que é ciclóstomo. Outra maravilha: Sostra – mulher suja e preguiçosa. Outra: Pânria – ociosidade; mandriice; pessoa com estes defeitos. Maravilha: Pronígrado – locomoção sobre quatro membros e com o corpo na horizontal; esse animal. Para ajudar a perceber o título deste dia: Talinga – amarra; cabo náutico.

(Nota marginal: Possibilidade de 2.ª edição – mas desta vez em edição electrónica, ou ebook, pela editora Imagens & Letras– de Terminação do Anjo, que em Junho de 2008 saiu em papel pela Portugália Editora de defunta lembrança.)

(Outras notas de talude, por assim dizer: Uma, recebi ontem dois telefonemas. Ambos de Amigos que queriam saber da minha saúde por estes tempos pandémicos. Eu quis logo saber da deles. Estamos os três muito bem, ao que parece – não entramos, para já, na estatística da moda-viral. Gostei muito dos telefonemas. Foram o melhor do Sábado. Outra, o meu computador avariou-se, parece-me que de vez. Já penso nele postumamente, por assim dizer.)

A primeira leitura integral do volume (“de um punhado de crónicas – notas de viagem, artigos, pequenos ensaios”) Jornal do Observador, do grande açoreano (sepultado em Santo António dos Olivais, Coimbra) Vitorino Nemésio, essa primeira integral dei-a por concluída na tarde de 29 de Abril de 1999 (uma quinta-feira), na mui antiga & mui minha Vila do Louriçal. Tinha eu então partido o dedo médio da mão-dextra no decurso de uma brincadeira de futebol-de-salão: ainda eu então corria qualquer coisita, portanto. Essa leitura, muito boa, aconteceu pela antemão de um péssimo Verão, muito provavelmente o pior da minha vida. Não importa: vou ora mais ou menos a meio da segunda leitura toda. Deliciado ando, como esperava. Grande, grande prosador, poeta, literato, professor, figura humana. Vinte & um ano depois, o Observador continua em grande forma. Disertas 439 páginas (Editorial Verbo, 1974).

Um pouco de Herculano por o declínio já firme do dia. Algumas gravuras: Paris, Angra do Heroísmo, Porto. Entre 1833 & 1836, deve ter sido mais ou menos feliz o grave homem, acolhido à Biblioteca Pública da Invicta como segundo-bibliotecário, depois de ter sido exemplar soldado-raso (n.º antigo, 99; moderno, 33) na Terceira Companhia do Regimento de Voluntários da Rainha. Sim, deve. A Harpa do Crente há-de vir a lume em 1838 com notório sucesso. Nada (me) importa que hoje seja poesia tida por enfadonha. São versos de pano-cru, digo-o eu. Poucas flores retóricas. Lembro-me de lê-los no Caramulo, já entretanto ardeu mais pico de década.
Rilke & Joel Serrão residem também a esta cabeceira de recluso acalmado por certa alienação chamada, talvez, nasça-quem-nascer-tudo-se-cria – como recorrentemente dizia um rapaz muito meu Amigo dali da 10 de Agosto na Figueira da Foz. Talingas de ocioso, não menos nem mais, por estes desertos dominicais.

Não posso precisar se quando, há coisa de uma dúzia de anos, passei por Castelo Branco, alguns dos meus passos perfizeram a Rua das Damas daquela cidade. Aconteceu algum crime esta manhã mesma nessa artéria albicastrense. Alguém quis violar alguém, ao que parece, mas acabou por acabar morto devido à intervenção de outro alguém que acudira em defesa do segundo-alguém desta cena.
A sordidez – exclusivo humano ao nível pan-planetário – não é novidade. Chama-se História, aliás. É viral, para adjectivá-la à moda-corrente destes dias vácuos, finados & confinados, oclusos & reclusos. Por momentos, desvio o olhar de papéis para permitir que a máquina-televidente me azorrague com o látego da ordinária trenguice do mundo (nacional & além-raia). Sordidez & surdez. Gente fisicamente nova sem um grão de saber no sótão-mioleiro. Tachistas de carreira comentadeirando pan-sofismas de caca pelo Skype, essa astronáutica versão-maravilha do velhinho põe-te-a-fancos-lá-p’ra-casa-do-caralho. Entretenho-me, enfim, dando alguma pausa à Yourcenar, ao Duby, ao trio Mattoso-Daveau-Belo, ao Pessanha & ao Cesário. Certo ascetismo é santo remédio para a tal sordidez. Ora entretanto, ali na albicastrense Rua das Damas…

A voo de pena, recordo ter fruído Rosalía de Castro em uma incerta praça, a que decerto não voltarei, plena de sol. Tinha ao centro um espelho-de-água. Pombas conhecidas esperavam-me o pão-de-cada-dia, óbolo que eu não falhava. Aí li a Galega. E a Guilherme de Azevedo também ali li. Trabalhavam naquele derredor duas senhoras – uma era Fátima, Sónia era a outra. Era um quadrilátero que o sol não poupava. Raras vezes ali senti a chuva. (Eram anos áridos, esses que ali queimei em vão. Entabulei ali boa solidão, apesar de tal.) Tirei algumas fotografias, escrevi muito, li com proveito a autoridade do esquecimento. Como há muito se me revelou (tenho reescrito essa epifania própria), a morte de cada um começou já – lá nos sítios onde esteve & aonde não voltará. Ora, eu não sei (não sei mesmo, não estou a mimar espúria a-gnose – ou a falsear aporia) se passei ou não passei pela tal Rua das Damas, onde hoje um pretenso violador (na forma-tentada) acabou morto por um salvador de dama(s) na rua das ditas. Apodrentado noticiário, mofino mundo que ele noticia – e vicia. (Mas Rosalía àquele sol sem pressa naquela praça…)

[(“Já se não usam reticências e pontos de exclamação mas eu ponho – que às vezes escrevo como falo.”) – isto é Mestre Doutor Vitorino Nemésio, em crónica de 2-11-1972, Missas de Macabeu, in Jornal do Observador, pág.ª 183.]

Tempo de sobra em tempo de obra – isso (me) devo.

Mais coisas: refiro-me a presenças. Nada de fantasmagorias, não por ora. Exemplo: presença do Steinbeck de O Inverno do Nosso Descontentamento – rica obra, que li quando ainda juvenil & reli já madurote, já mais capaz de assimilar sentidos densos da trama de um título ido buscar ao grande Shakespeare do Ricardo III.
Outro exemplo: um homem comendo nozes no monte, vendedor de livros porta-a-porta. Alvores da década de 70/XX. A solidão dele marcou-me como por vezes uma nuvem preta barra o sol que fazia. A Saúde pelos Alimentos era o livro que ele trazia casa-a-casa, recebendo não-a-não. O meu Pai disse-lhe Sim – e comprou-lho. E o sol de umas moedas desembaraçou a nuvem do comedor de nozes.

Agora é domingo todos os dias.
Menos carros, mais limpo o ar, orçamentos rectificativos, democracias de rebanho.
O meu turismo é ir ao lixo pela noitinha.
Hoje passou uma rapariga máscaro-enluvada.
Deixei pão num baldio que os pardais madrugam.
É quanto posso por ora fazer, tirante os versos.
Este fica sendo o ano de o Rui morrer.
Longe, a sós como um cipreste celibatário.
É portanto um número daqueles que rangem.
Tenho dormido contra os números, não as letras.