Thursday, July 28, 2016

Rosário Breve nº 467 - in O RIBATEJO de 28 de Julho de 2016 - www.oribatejo.pt



Terrorismos estivais



1 O terrorismo não se esgota nos atentados suicidas, nem no fundamentalismo mascarado de religião, nem no maniqueísmo simplista nós bons/eles maus. Ah pois não. Ele há mais terrorismo. O das famigeradas “sanções” da alegada União supostamente Europeia, por exemplo. Intolerável ingerência na soberania de cada Estado mais “periférico” (isto é: tudo o que não é Paris, não é Bruxelas & não é Berlim), todo este aparato dos “défices estruturais” e da “Dívida” traz água estragada no bico. Para mim, é terrorismo. E não costumo enganar-me nas palavras que uso.

2 Outro terrorismo: a Corrupção. Ela é o fascismo de colarinho-branco. É também & ainda, por dentro da Democracia, o mais voraz inimigo dos direitos básicos que são a própria essência da dita. O direito ao trabalho, o direito à justiça, o direito à saúde, o direito à educação – tudo é quotidianamente minado e apodrecido em consequência do que por aí vai de gente vil, sem uma pinga de vergonha na cara, que infesta a banca. Por exemplo, a banca – claro que articulada com a sabujice de certa política. O clientelismo amiguista à portuguesa prima ainda, todavia, por um outro fenómeno iniludível. Este aqui: uma substancial porção do povoléu não deixa de sentir admiração pelos agiotas que roubam, pelas gravatas que garrotam, pelos euromilhões públicos gamados à escala industrial. É verdade: muito portuguesinho médio sente a sua veneraçãozinha pelos manhosos cujas roubalheiras tornam o erário público numa gamela a céu-aberto & à boca-fechada. Reforço & repito: há por aí muito Zé-Ninguém que gostaria de volver-se Zé-Alguém, não pela justa recompensa de um trabalho justo, mas pelo “esquema”. Haverá por aí algum Leitor meu que não conheça alguém assim?

3 Termino por esta semana com uma confissão: cada ano que acumulo, o Verão torna-se-me mais intolerável. A inflação centígrada dos últimos dias tem-me tornado um bicharoco recluso cozendo à sombra dos quarenta graus. Amanheço a desejar a noitinha. Jornada é fornada. No céu sem fronteiras, o grande Sol, rei ímpar, dardeja uma violência que calcina. Antigamente (falo por mim, só por mim), era uma estação bem-vinda. A trégua escolar chamava & juntava os grandes ócios maravilhosos de ir à fruta, ao rio, à mata, aonde o nariz livre apontasse. Aos 52 anos, sou um velhinho transido de calor que quer tão-só esses estores bem descorridos para baixo, essas cortinas bem encerradas, a casa tornada mosteiro de pedra fechada à violência solar. É como se o Sul da Europa tivesse sido tragado para sempre pelo Norte de África. Ou por Berlim. E ainda temos Agosto aí à porta, raios o partam.

Thursday, July 21, 2016

Rosário Breve nº 466 - in O RIBATEJO de 21 de Julho de 2016 - www.oribatejo.pt



De milhões & anos aos trinta de cada vez



1 Se, como desde sempre planeei e planeio, conseguir viver aritmeticamente um ano mais do que os 77 totalizados pelo senhor meu Pai, em 2042 estico os pernis. E hei-de esticá-los pela mesma ordem com que, vivo, os enfio nas calças: primeiro o esquerdo, depois o outro, depois o outrinho. Se assim for & vier a ser, isto significa que hei-de estar bem morto há já três anos quando se cumprir o multimilionário tridecénio de investimentos agora publicitado pela empresa municipal Águas de Santarém. Mas – ou muito me engano ou nada me deixo enganar: ainda por cá hei-de andar de escorreitos costados sem que ninguém por então se lembre já deste Excel muito giro de 30 milhões/30 anos.
Quê? 929 mil ainda este ano? Quê? Milhão e ½ em 2017? Quê? Um milhão vírgula quatro em 2018? Pergunto eu: e haverá ainda Tejo para tanto milhão pingão? Hum. Estou como as galinhas: adoptei esta postura. Hum. Parece-me que isto é mais dar com os burros nas águas (de Santarém) de bacalhau. Hum. Isto parece-me pueril irresponsabilidade dos miúdos camarários.

2 Entrementes, Passos Coelho, ubíquo & exasperante como a micose, anda por aí angustiadamente angustiado à trela das consequências indivíduo-sociais do peso dos impostos & da tonelagem da austeridade obrigatória. Anda, anda. Hum. Cheira-me a ressabiado. Digo(-to) eu, Pedro: é preciso ter(es) uma cara de pau emoldurando essa boca de caruncho. Ou então um coração vácuo. Ou então um sótão craniano sem inquilino encefálico. Ou então isso tu(do) segregando o nada de tu(do) isto.

3 Mas por ora, aí o temos, qual a colossal livro – o Verão, cujos dias facilmente são páginas brancas, que não em branco todavia, antes sim varadas de caracteres iridescentes, antes sim ilumin(ur)adas de mísseis florestais despenhando-se perpendicularmente no mar do céu. As praias fervilham de celulites apetitosas como cascas de laranja espremidas a leite. Pelo entardenoitecer, numa conjuração de violetas à la pintor paisagista, as pracetas juncam-se de vestidos leves à pele de ginotortulhos pesados mas gráceis, mas levitantes, mas torrados do iodo do dia solar & platinados do luar perpétuo-enquanto-dura do comércio sazonal. O Império Salazar-Colonial sobrevive no casamento da sardinha assada com a caipirinha enregelada. Celebridades instantâneas como o AVC & como o Algarve publi’xibem as pernas magriças à maneira de estacas palafíticas & enchumaçam as mamonas moles injectadas em vão de silicone amolgado de tanto zezé-camarinha de taxímetro fodilhão-local. Mas ora mirai: o autarcazito íncola de BTTcicleta fazendo zig-gincana-zag pelas palmeiras de plástico que à pressa mandou plantar à frente do aterro a céu-aberto. Oh sim! O Verão é bom! É bom como um sonho que só há-de acabar quando nos esquecermos de que dormimos a vida.

4 Por falar em vida, não sei se já Vos disse que conto tê-la, à vida, e ela a mim, por mais 26 anos de hoje em diante. Dito assim, parece o que é: pouco. Mas ao menos não me há-de custar um milhão por ano, como parece querer fazer-nos crer aquela miudagem prestidigitadora do Excel (nunca Excelente) que me(n)tem águas & milhões à frente de burros, bacalhaus, coelhos & demais patetas arvoradamente bondosos – tudo malta a quem, malgré tout & enfim, desejo Verões enxutos & sonhos molhados até ao feliz ano 2045 de vez & para sempre sem mim, página que hei-de ser, limpa & finalmente, em branco.  

Rosário Breve nº 465 - in O RIBATEJO de 14 de Julho de 2016 - www.oribatejo.pt



De milhões & anos aos trinta de cada vez



1 Se, como desde sempre planeei e planeio, conseguir viver aritmeticamente um ano mais do que os 77 totalizados pelo senhor meu Pai, em 2042 estico os pernis. E hei-de esticá-los pela mesma ordem com que, vivo, os enfio nas calças: primeiro o esquerdo, depois o outro, depois o outrinho. Se assim for & vier a ser, isto significa que hei-de estar bem morto há já três anos quando se cumprir o multimilionário tridecénio de investimentos agora publicitado pela empresa municipal Águas de Santarém. Mas – ou muito me engano ou nada me deixo enganar: ainda por cá hei-de andar de escorreitos costados sem que ninguém por então se lembre já deste Excel muito giro de 30 milhões/30 anos.
Quê? 929 mil ainda este ano? Quê? Milhão e ½ em 2017? Quê? Um milhão vírgula quatro em 2018? Pergunto eu: e haverá ainda Tejo para tanto milhão pingão? Hum. Estou como as galinhas: adoptei esta postura. Hum. Parece-me que isto é mais dar com os burros nas águas (de Santarém) de bacalhau. Hum. Isto parece-me pueril irresponsabilidade dos miúdos camarários.

2 Entrementes, Passos Coelho, ubíquo & exasperante como a micose, anda por aí angustiadamente angustiado à trela das consequências indivíduo-sociais do peso dos impostos & da tonelagem da austeridade obrigatória. Anda, anda. Hum. Cheira-me a ressabiado. Digo(-to) eu, Pedro: é preciso ter(es) uma cara de pau emoldurando essa boca de caruncho. Ou então um coração vácuo. Ou então um sótão craniano sem inquilino encefálico. Ou então isso tu(do) segregando o nada de tu(do) isto.

3 Mas por ora, aí o temos, qual a colossal livro – o Verão, cujos dias facilmente são páginas brancas, que não em branco todavia, antes sim varadas de caracteres iridescentes, antes sim ilumin(ur)adas de mísseis florestais despenhando-se perpendicularmente no mar do céu. As praias fervilham de celulites apetitosas como cascas de laranja espremidas a leite. Pelo entardenoitecer, numa conjuração de violetas à la pintor paisagista, as pracetas juncam-se de vestidos leves à pele de ginotortulhos pesados mas gráceis, mas levitantes, mas torrados do iodo do dia solar & platinados do luar perpétuo-enquanto-dura do comércio sazonal. O Império Salazar-Colonial sobrevive no casamento da sardinha assada com a caipirinha enregelada. Celebridades instantâneas como o AVC & como o Algarve publi’xibem as pernas magriças à maneira de estacas palafíticas & enchumaçam as mamonas moles injectadas em vão de silicone amolgado de tanto zezé-camarinha de taxímetro fodilhão-local. Mas ora mirai: o autarcazito íncola de BTTcicleta fazendo zig-gincana-zag pelas palmeiras de plástico que à pressa mandou plantar à frente do aterro a céu-aberto. Oh sim! O Verão é bom! É bom como um sonho que só há-de acabar quando nos esquecermos de que dormimos a vida.

4 Por falar em vida, não sei se já Vos disse que conto tê-la, à vida, e ela a mim, por mais 26 anos de hoje em diante. Dito assim, parece o que é: pouco. Mas ao menos não me há-de custar um milhão por ano, como parece querer fazer-nos crer aquela miudagem prestidigitadora do Excel (nunca Excelente) que me(n)tem águas & milhões à frente de burros, bacalhaus, coelhos & demais patetas arvoradamente bondosos – tudo malta a quem, malgré tout & enfim, desejo Verões enxutos & sonhos molhados até ao feliz ano 2045 de vez & para sempre sem mim, página que hei-de ser, limpa & finalmente, em branco.  

Republicação de O Caso da Moral da Porca - in Quinzenário TREVIM, edição de 21 de Julho de 2016



O CASO DA MORAL DA PORCA



O meu vizinho tem uma porca que escapou à morte por causa do cio. Foi ele, não ela, quem mo disse. E eu acreditei e acredito. Acredito mas penso. Várias coisas.
Penso que, afinal, o sexo não é a porcaria que dizem. Pelo menos a partir de sábado passado, dia de matança que não foi de matança.
Reparei há muito no facto português de as quatro letras da palavra “amor” serem as quatro primeiras, também, de “a morte”. Mas isso é ortografia nacional. Este caso da porca ciosa (que se chama Ruça mas é branca e rósea como uma solteirona involuntária) levou-me para outros aléns pensativos. Mesmo. Muito.
Perguntei ao meu vizinho como é que ele sabia. Que ela, enfim, estava “saída”. Ele respondeu: “Anda distraída. E despreza o comer.” Fiquei maravilhado. O povo é deveras o maior sábio. Porque eu quis ver a Ruça. E vi: estava distraída. No olhar, aquela ausência mística de actriz de telenovela. No grunhir, aquela surdina que nasce das trompas do sul do corpo. No mexer, aquela preguiça enérgica de quem iria mas não vai porque só ia se fosse. Na hora, aquele instante de quem, estando ali, estava acolá, perfumando de alma uma essência de corpo, tendo “corpo”, por outra ordem, as mesmas letras de “porco”.
A Ruça não foi abatida no sábado passado. E não o será enquanto estiver como está. O que é bom para os porcos, penso ainda, também há-de ser bom para as pessoas. Sobretudo a moral. Que é esta: se sentirmos a morte por perto, o melhor é comer pouco. Comer pouco e distrairmo-nos muito. O mais possível.


Thursday, July 14, 2016

Rosário Breve nº 465 - in O RIBATEJO de 14 de Julho de 2016 - www.oribatejo.pt



Crónica chocalhante



Raramente vou a hipersuperfícies comerciais. Aliás, nunca vou – levam-me. Não é por religião, não é por intelectualite – é só porque não & apenas porque sim. Quando quero ver rebanhos, vou à serra ou ao campo. A frívola transumância humana não me atrai. Na terça-feira, todavia, lá fui a uma hipercoisa dessas. Fui, não – levou-me a senhora minha mulher.
Era o que tinha de ser: um antro plástico cromado, espécie de nave colossal cujas entranhas estão fechadas ao sol. Roupa com palavras inglesas. Crianças clonadas a partir de matrizes tv-formatadas. Casais-carrinhos, todos com evidências de terceiras ou quartas-núpcias. Velhas pintadas como galos-de-Barcelos. Avôzinhos que vêm trocar dois meses de reforma por um par de sapatilhas xispêtêó para o netinho-nike. Máquinas rápidas. Salários-mínimos basbacando ante montras de inutilidades faustosas. Cuecas de marca mais caras do que o meu fato de casamento. Balões sem infância. Nenhuma igualdade, mas tudo igual. Tudo idêntico, mas sem identidade. Aborreci-me.
O paliativo foi ir para a zona dos fumadores, que é na rua. Os imortais, vulgo não-fumadores, ficaram todos lá dentro, enferrujando nos curros inoxidáveis. Cá fora, em torno & no subúrbio dos dois cinzeiros verticais de boca larga, éramos sete.
Éramos os sete: este Vosso servidor, a cavalo de um Camel; mais uma ruiva de mentira-coiffeur que chupava uma palhinha branca de filtro asséptico; mais um gordo de ar triste que levava a cigarrilha-creme à boca como se martelasse uma cavilha nos queixos; mais um magriço com ar de médico arrependido de não ter estudado poesia trovadoresca fumando Português Suave; mais um que trabalha como acordeonista numa escola de cegos & fumador de Kentucky; mais uma mulata esplendorosa (esplendor de rosa) de olhos verdes & de para aí uns sete metros de altura mais uns dois de peito fumando Dunhill; e ainda um rapazito inquieto que esperava acabássemos de fumar sem ser até à beata para poder fumegar, ele também, qualquer coisita.
Era a Modernidade. A Europa. A Social-Democracia-Cristã. O Futuro. O Bocejo. Valeu-me a volta da mulher minha senhora.
Era já o entardenoitecer. A brisa refrescava a visão de salgueiros beira-fluviais. Decidimos não ir logo para casa. Por um destes caprichos que de motivo não precisam & razão não usam, cirandámos a brando gasóleo pelas cercanias pós-municipais. Almejámos um tasco rural onde costumam acender carvão debaixo de peixe fresco. O vinho branco da casa, apalhetado de riscas oblíquas que ouriçam o palato, espuma de capitosa epilepsia pela boca bojuda do jarro de louça. Acampámos cá fora, entre grades vazias e operários cheios de fadiga sã.
Nisto, deu-se música natural. Espreitámos: balindo chocalhos, um rebanho tornava às cortes ao cabo de um dia de prado. Cão & pastor saudaram à passagem – o pastor levando indicador e médio à boina, o cão mijando na roda da carrinha do padeiro.
Pois. É mesmo verdade. Raramente me deixo hipercoisificar. E não é por religião, nem por intelectualite – é só porque nem mé nem meio mé.

Thursday, July 07, 2016

Rosário Breve nº 464 - in O RIBATEJO de 7 de Julho de 2016 - www.oribatejo.pt





Ver para querer



Revisito com regularidade o século passado. Faço-o menos por nostalgia do que por necessidade de uma arqueologia crítica do presente. É uma demanda – mas não uma demanda temerária ou templária. Chamemos-lhe curiosidade.
Num clarão, eis-me em pleno Terreiro do Paço. Mataram ainda agora o Rei. A barafunda silva de espadeiradas aleatórias da guarda, de desmaios de senhoras, do tropel caótico dos basbaques. A Rainha esbraceja o ramalhete de flores furiosas. A cena sossega depressa – como tudo neste País.
Noutro flash, ardem ao sol cru os latifúndios cerealíferos a Sul. O território refracta a luz intensíssima: é uma insolação de miragem, uma hipnose eléctrica, um estupor de sobrevivência. Freima de cigarras. Pouquíssima gente – e uma árvore solitária aqui, outra quase em Espanha já.
Amordaçadas as carbonárias e as maçonarias, resultou em pleno o contragolpe católico daquilo de Fátima. Ao frenesi esquizo da I República, sucede a paz podre do cinzentismo totalitário. Embarca-se muito para outros morredouros: áfricas, brasis, cus-de-judas sem retorno.
Mas: Que será isto tão cedo na madrugada? Carros pesados saindo de Santarém. Aonde será a romaria? Lisboa. Cercar os mouros. Contemporaneidade de cravos & pides. Não matam o Rei, desta vez. Brandura. Ligeiro desassossego dUSAmericanos, que o Carlucci e o Soares consertam depressa. Europa nos Jerónimos. Primeiras hipersuperfícies. Jornais em sacas plásticas. Inteligências idem.
Ano 2000. Afinal não acaba o mundo. Nem a superstição. Acabam só o século & o milénio. Mais máquinas para comunicar, menos comunicação pessoal. Ensimesmamento da tecnojuventude, autismo dos explorados. Um por cento a lixar os restantes noventa e nove. Ná – melhor voltar ao ponto de partida.
Terreiro do Paço. Levaram já para o Arsenal o Rei, o Príncipe Herdeiro e os dois Matadores. Dão sais ressuscitadores às senhoras. Canadas de aguardente fervem nas tabernas. No Tejo, as barcaças amarradas quási não ondulam. Sabe-se difusamente que alguma coisa mudou para sempre. E essa coisa é o fim da inocência que nunca houve.
Vem a Grande Guerra. Mal preparada, mal equipada, lá vai a expedicionária carne-para-canhão. La Lys. Heroísmos de pandeireta. Anonimato dos mortos aos milheiros. Vem a nova Guerra Grande. Desta vez, a populaça abriga-se na frígida sacristia em que o País se tornou. No campanário, o Mocho-Mor treme: que (des)farão do meu fascismozito de missal? Nada. O penico ibérico das duas ditaduras pode continuar a receber a mijoca da indiferença mundial.
Mas: Que será isto tão cedo na madrugada? Carros pesados saindo de Santarém. Aonde será a romaria?
Sim. É com regularidade que revisito as catacumbas. O histórico não é morto. Nem é palavra vã. É preciso saber como foi, como deveria não ter sido. E como pode ainda ser.
Estabelecido isso, é esfregar a vulgata da consciência nas fuças dos Alemães. A começar, pelos Alemães. E a continuar por onde quisermos.
Se quisermos.
Quando quisermos.